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O CONHECIMENTO
texto incluído em 16/10/2001
Quando me refiro
a CONHECIMENTO, estou me referindo ao conhecimento escolar típico.
Procure observar que muitas pessoas extremamente bem sucedidas no plano
financeiro, não possuem muita educação formal.
Alias, o contrário também é verdadeiro, muitas
pessoas que possuem diplomas, certificados e muita educação
formal, são grandes fracassados que, apesar de se esforçarem,
não conseguem alcançar os resultados financeiros pretendidos.
Muitas histórias se contam a respeito de pessoas de sucesso que
pouca instrução formal receberam na infância.
Ouvi dizer que um dos sócios fundadores da Construtora Camargo
Correa, iniciou sua vida profissional com uma carrocinha de puxar entulhos;
hoje certamente essa empresa possui uma das maiores frotas de caminhões
e tratores do ramo da construção.
Por falar em grandes frotas de caminhões, uma das maiores frotas
da América Latina pertence ao Martins - Rei dos Secos e Molhados
- homem de pouquíssima instrução formal, embora
de rara inteligência para os negócios e muito bem sucedido
em seu ramo.
Certa feita ouvi a história do proprietário da Editora
Lisa, que possuía sede própria num imenso prédio
da Rua Castro Alves em São Paulo - esse homem, de raro sucesso,
mal aprendeu a ler quando criança, sua educação
formal não ultrapassou o primeiro grau, embora seus filhos tenham
tido a oportunidade de ter educação universitária,
graças aos esforços do pai.
Não poderíamos deixar de mencionar um homem de extremo
sucesso, o Silvio Santos (a quem conheci pessoalmente), a história
dele é muito conhecida, iniciou sua vida vendendo carteiras plásticas
e canetas na Praça do Rink em Niterói e através
dos anos, conquistou uma fortuna invejável.
O pai do Silvio, segundo dizem, falava vários idiomas mas nunca
passou de um estivador no porto do Rio de Janeiro, ao passo que o filho,
com pouquíssima instrução formal, conquistou (merecidas
e honrosas) riquezas.
Como você pode ver, não é o conhecimento o fator
determinante do sucesso financeiro.
Uma das histórias de sucesso que mais aprecio é a do sacristão
analfabeto, você já a ouviu?
Numa cidadezinha
do interior, morreu o pároco de uma igreja e a Cúria enviou
um sacerdote jovem para substituí-lo.
O novo sacerdote, homem ambicioso e moderno, instalou vários
equipamentos eletrônicos na sacristia - computador, fax, secretária
eletrônica e, quando descobriu que o velho sacristão era
analfabeto, não teve dúvida nenhuma, demitiu-o sumariamente.
Quando o velhote se queixou dizendo que era sacristão a mais
de 40 anos e que não sabia fazer outra coisa, recebeu um resposta
ríspida do padre:
- Isto é
uma igreja, não é uma instituição de caridade!
...e apontou-lhe a porta da rua.
O sacristão
juntou suas poucas coisas em uma ligeira (mala) e foi para o ponto do
ônibus, onde, sentando-se sobre a mala, pôs-se a cismar:
- O que vai ser
de mim, nada sei fazer, nada aprendi, pequenos são os meus conhecimentos.
Estava envolto
em seus pensamentos, quando foi interrompido por um transeunte:
- O Sr. tem fogo?
- Não, não fumo.
Continuou perdido
em divagações, quando foi interrompido mais uma vez:
- Tem fósforo?
- Não senhor.
Foi aí que
acendeu uma luzinha na mente cansada do sacristão:
- Já sei!
Vou vender fósforos para essa turma!
Se bem o disse,
melhor o fez. Foi a um supermercado lá perto da igreja, comprou
alguns pacotes de fósforos e de cigarros, retornou ao ponto do
ônibus, expôs sua mercadoria em cima da mala e começou
a vender.
Poucas semanas depois, já havia montado uma barraquinha, onde
vendia, fósforos, cigarros, pentes, lâminas de barbear,
fluido para isqueiro e muitas outras coisas.
Passado alguns anos, um dos homens que comprava fósforos em sua
barraquinha, perguntou onde ele costumava guardar o dinheiro que ele
ganhava.
Estranhando um pouco a pergunta o sacristão disse que enfiava
embaixo do colchão.
Naquele tempo campeava no Brasil, uma inflação galopante,
em torno de 53% ao mês!
O homem que era gerente da Caixa Econômica, do outro lado da rua,
ficou pasmado com a falta de bom senso do vendedor de fósforos.
- Como?! Com uma
inflação de 53% ao mês o senhor guarda dinheiro
embaixo do colchão!
A cada dia que passa o seu dinheiro desvaloriza mais! Não vou
admitir isso, o sr. tem que trazer o seu dinheiro e abrir uma poupança!
Tanto disse, tanto
fez, que acabou por convencê-lo; no dia seguinte lá estava
ele trazendo um sacão de notas miúdas e amarrotadas.
Como era analfabeto, não comprava livro nem revistas, não
ia ao cinema e também não era um homem de muitas vaidades,
guardando quase tudo que ganhava.
Surpreso com a quantidade de dinheiro que o velhote havia conseguido
poupar, o gerente se mostrou muito solicito em atende-lo e começou
a lhe fazer perguntas, preenchendo ele mesmo a ficha de abertura de
contas.
Terminado o preenchimento, virou a ficha em direção ao
vendedor de fósforos, deu-lhe a caneta e pediu-lhe que assinasse
na linha pontilhada.
- Assinar? Não
sei assinar não, sou analfabeto.
- O que?! Com todo esse dinheiro o senhor é analfabeto! Imagine
se soubesse ler e escrever então!
- Então... eu seria o sacristão, lá na igreja...
e provavelmente não teria dinheiro nenhum!
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